sábado, 7 de junho de 2008

Só um movimento inútil

Seria capaz de destruir o que me consome.
O que eu ganho, o que eu perco: Ninguém precisa saber.
Mais eu finjo tudo que sinto, tudo que vivo. Somos finjidores natos, eternos enganadores de nós mesmos.

O que está acontecendo?O mundo está ao contrário e ninguém reparou.
O que está acontecendo?Eu estava em paz quando você chegou.
O que você está fazendo?Milhões de vazos sem nenhuma flor.

Eu trocaria a eternidade por esta noite.
Não digo que não me surpriendo, mais você pode ter certeza de que seu telefone irá tocar. Eu só queria te contar que eu fui lá fora e vi mais de um sol, bem lá longe.
Não tem explicação, nem precisa.
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Mudaram as estações, não diga que nada mudou. É quase inverno. E eu completarei meus anos em pleno inverno, em um dia frio, bonito e vazio.
Lembra quando a gente acredita que tudo é para sempre, esquecendo que o para sempre sempre acaba?Mais não esquece, nada vai conseguir mudar o que ficou e quando eu pensar em alguém, tentarei pensar em você, e aí então, estaremos todos bem.
Eu tenho todos os motivos do mundo para deixar tudo como está. Todos e nenhum.
Nem desistir nem tentar agora, aprendi que tanto faz.
Toda vez que eu digo aos deuses eu me curvo. Nenhum deus contudo parece me ouvir; eles vêem tudo e te deixam partir.
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário.
Não vejo a hora de te encontrar e continuar aquela conversa que não terminamos velho amigo.
Caro amor, chegue logo, pois o tom que eu canto as minhas músicas pra tua voz, parece exato.
Acho que é bobagem, é a mania de fingir. Negando a intenção.
Chego a ficar sem jeito, mais não deixo de seguir aquelas "estrelas".
Me dê a mão, vem ser a minha estrela. Complicação tão fácil de entender. Inspiração para tudo que eu viver.
Deixo tudo assim, Subentendido.
Como uma idéia que existe na cabeça e não tem a menor obrigação de acontecer.
Eu acho tão bonito isso de ser abstrato. A beleza é mesmo tão fugaz.
Pode até parecer fraqueza, pois que seja fraqueza então.
Se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer.
"Eu te amo calado,
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncios e de luz.
Nós somos medo e desejo,
Somos feitos de silêncio e som,
Tem certas coisas que eu não sei dizer..." (Lulu Santos - Certas coisas)
Eu só quero mais uma chance para colocar meus braços em frágeis mãos.
Será que o nascer do sol virá?
Tão desnecessário dizer.
Sou insignificante mas estarei tropeçando, aos poucos aprendendo que a vida é legal.
Não é melhor estar seguro do que arrependido?
~*
(Ouça Hunting High and Low do A-Ha, faz pensar nas galáxias mágicas das estrelas.)

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