quarta-feira, 13 de maio de 2009

Em um dia qualquer, numa tarde qualquer, um sonho a mais

No seu grito silencioso de todo dia, acorda falando o seu Bom dia,
E chora contente de saber o que realmente está ausente,
Mais pergunta: -Por que a alma chora na chama dos corações doentes?
É algo sem sentido, sem razão, sem dizer que nada está tão completo assim.
Tomou seu café, saiu pela porta,
Sorriso no rosto, um cheiro no pescoço.
Andar desarrumado, meio torto;
Do lado direito a razão, do lado esquerdo o coração, no olhar tudo vê, mais nada sente.
Foi para esquerda de todo dia, parou, mudou, e foi para onde o vento toca mais alto, onde o verde brilhante fica mais claro e onde os olhos não querem abrir,
Disse: -Não importa de onde viemos, e sim para onde estamos indo.
O coração é a máquina mais difícil e compreensível de se manusear,
A alma é o que temos de maior,
Pode fazer fogo ou fumaça, ele nunca desiste, bate sem parar, no compasso, no ritmo, sempre.
Não leve minhas esperanças, pois meu cansaço é maior agora, e nem meu bom humor, pois preciso dele até meu clarão para viver e viver, mais leve minhas mágoas, que me prendem de saber.
Saiba que nada é para todo o sempre, mais tudo é eternamente parte de sua vida, e o que foi vivido jamais será esquecido, o que foi errado o tempo já levou o estrago; o que foi compreendido está contido e entendido e o que foi amado foi bonito, e será eternamente, todas as vezes que amar, novamente, todo o tempo e sem parar. Lembre-se: Não somos e não seremos espelhos, nunca e nunca mais. Espelhos são nós, são qualquer coisa que colocarmos na sua frente, não tem vida e muito menos alma. Somos o que somos, sem almas a mais, sem devaneios demais, sem chamas adicionais, somos Seres Humanos, seres anormais.
Amáveis.
Levantou, abriu os olhos, e seguiu seu caminho, sem nenhum pio.
Queria o horizonte mais além, seguiu sem rumo até saber que é alguém.
E finalmente entendeu, que o sentido da vida é bem maior.

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