quinta-feira, 28 de novembro de 2013

The hardest part

Um ano incomum. 

Uma última dor. 

Minha esperança, minha crença num amor supostamente eterno. Em tudo que eu disse. Em tudo que eu ouvi. Em tudo que eu acreditei. Lutei. Chorei. Superei. Amei cada dia mais. Pensei que seria para a vida. Acreditei.

São 4 anos que eu não vi passar. Eu me entreguei além de minha alma, além de meu corpo, além da minha própria vida. Ainda é difícil imaginar minha vida sem você, de vez em quando. Ainda lembro dos momentos bons que eu guardei na memória para os ruins nunca permanecerem na lembrança. Eu aprendi, me ergui, me curei, te esperei. Mas você na verdade, nunca mais olhou para trás. 

Eu nunca quis te causar dor. Eu nunca quis te causar problemas.

Eu te amei como um sorriso de uma criança, girando em um gira-gira, num parque repleto de flores, num dia de sol, forte, puramente. Como uma ameixeira que aguenta a neve, o calor, o vento, para brotar em seus galhos as flores mais belas e fortes.

Você realmente quebrou meu coração. Me feriu. Arrancou toda minha fé no amor. No meu maior sonho. 


Eu desaprendi a chorar. E isso me fere mais do qualquer coisa que eu já senti. 


Tudo que eu sei parece ser errado agora. 
Tudo que eu faço parece não ter sentido. 

Eu me perdi e pela primeira vez, eu não sei o que fazer. Pela primeira vez eu não tenho um plano, uma solução, não vai passar quando eu tocar seus lábios. E ela nunca vai tocá-los como eu os tocava com os meus. Ela nunca vai te olhar com o meu olhar nos seus olhos.

Eu realmente não sei o que eu fiz de errado nos últimos anos. Eu dei mais de mim do que eu podia aguentar. E aguentei. 

Desisti de tanta coisa que eu queria. Não sou metade do que eu gostaria de ser, apesar de ser grande, digna, a pessoa mais altruísta e esforçada que você já conheceu. E eu perdi tanta coisa por dedicar minha vida à você. E o mais difícil é que ainda não imagino passar o resto da vida com mais ninguém além de você. 

Em um dia, eu te amo, e tudo que você sempre esperou, pacientemente ouvir. No outro dia, você joga sentimentos no ar, uma promessa de vida, meu coração e minha alma, por uma alma que não brilha. 

Espero que ela te dê tudo que um dia eu já te dei, te fiz, senti, por você. Isso já é muita coisa para se conseguir. Acho que talvez nunca mais ame desse jeito. É difícil explicar algo que se quis para o resto da vida, um coração que brincou com noivado, com sentimentos, riu de promessas, abraçou a humilhação, abandonou a cumplicidade, sentiu desprezo de lágrimas, deixou de se importar. E ainda dói. 

Mas eu não consigo explicar em palavras, algo que me mudou, que fez com que minha escolha, meu plano, fosse um alguém apenas, fosse o que fosse, aguentar, insistir, ser forte, amar sempre mais, nas dificuldades. 

Isso me dói, profundamente. E ninguém nunca vai entender o quanto ou o que significa para mim.

Eu morri e alguém quis dar uma das mãos para eu querer levantar. Alguém tenta me consertar. E eu tento ter fé nesse coração todos os dias. Porque quem ama quer a felicidade, a liberdade e acreditar que pode amar de novo, mesmo que tenha que viver tudo de novo, ensinar e aprender, tudo outra vez. Eu quero ser feliz, eu quero me libertar, sorrir sem dor, olhar para esses olhos novos que agora me olham com medo mas me querem e não ter lembranças. Por você. Não, por mim.

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