terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Inícios, um resumo.

(Inícios: todo final tem seu começo, então, como o ano para mim praticamente está acabado, em algum momento, espero, chegará meu início)

Trilha sonora: https://www.youtube.com/watch?v=-3b6hDCIeDk

Então, monografia entregue (Fiz meu trabalho sobre algo que me encanta, que eu amo e que fiz diferente nessa pequena trajetória que percorri até agora). 
Apresentei.
Nota máxima, com méritos.
Diploma na mão. 



Vamos lá.

Não senti o orgulho que eu esperei sentir durante meus 4 anos na graduação. Sem planos depois da colação de grau (e previa ter). 
No dia do meu aniversário, recebi a notícia de que não seria efetivada. 
Enviei diversos currículos. Nenhuma resposta sequer durante todos esses meses.
Vi pessoas que nunca estenderam a mão pra mim na faculdade (e que desprezavam as conquistas dos outros) e na vida se dando bem em todos os aspectos. Fiquei feliz por elas.
Eu não desisti.

Meus professores disseram coisas que nunca imaginava. 
Eles acreditaram em mim, coisa que eu nunca consegui. 
Passei 23 anos acreditando nas pessoas e erguendo os outros ao meu redor, mas nunca olhei pra mim com gosto. 
Então, finalmente me amei. Eu tinha meus troféus.


Com contas para pagar e a vida adulta pesando, levantei a cabeça e fui trabalhar no restaurante da família. 
Fiz palhaçadas e trouxe alegria pra um ambiente que não tinha isso mais. 
Dei amor pra minha madrinha como daria pra uma mãe, como uma filha que ela, infelizmente, nunca teve.
Existem coisas na vida que a gente não entende, e se a gente explicar para alguém, ninguém entende. Mas se a gente sentir, e sentir que mudou, da uma coisa boa dentro da gente.

No ano de 2015 a pessoa que eu chamava de irmão e irmã, melhores amigos, minha base, disseram que eu não era nada, me provaram isso. 
Foi difícil. 
Eu não perdi amigos, eu percebi que nunca tive amigos de verdade que eu valorizava muito mais do que eu era valorizada e então, aprendi a valorizar mais as pessoas que sempre estavam lá, que eu podia contar nos dedos de uma mão e sobrava, mas eram reais.


Compartilhar não é se doar sozinho. 
Compartilhar não é dividir. 
Compartilhar não é completar. 
Compartilhar é estar presente, é rir, é ser singular e estar junto.



Tudo vai ficar bem, eu sei que vai.


Vida, me dê novidades. 
Aguardo coisas muito boas (e um emprego melhor, ficar melhor no boxe, amor, viagens e que minha carta saia logo).

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