Beijos roubados.
Achei que era amanhã.
Roupa jogada.
Bagunça na esquina, sem hora marcada. Num beco no Tatuapé. Minha amada, meu prazer.
Decreto que era do dia anterior.
Peguei na tua mão e você nem acordou.
A gente saia, ia pra Romero e a garrafa de Natasha serviu, era força pra depois.
Abraço forte no banco, uns beijos com amor sem amor da minha parte. Eu sinto muito.
Andávamos em shows, sentávamos no chão, era dance of days e fresno no hangar 110.
Você, tao amável, tão fácil, do sorriso envergonhado, com calor no coração que vinha de longe.
Eu pegava sua mão, você a minha, você cuidava de mim e eu nada de você.
Me perdoe.
Eu não sabia o que era o amor.
Embriagada. Eu esperava que tudo se tornasse sexo, você não, você queria algo pra sempre.
Sempre a mesma história.
Sempre.
Sempre a mesma memória.
Sempre.
E eu não te dei o que você quis.
O amor, ele é complicado, ele é tenso, ele é forte e ativo.
Jovens como nós não sentem como necessita pra viver a vida toda.
Ou sente mas é tão raro.
A vida é um sopro, a gente desiste dela tão fácil que não vê motivos pra continuar.
Tenho tantas boas memórias de você mas nenhuma foto registrada. Por que eu não tirei uma? Por que eu não pensei nisso?
Vazio. É o que eu senti muito tempo por sua partida.
Eu não entendo e nunca entendi.
Eu podia ter feito mais do que eu fiz.
Eu recebia abraços e beijos roubados, sempre que podia. Eu amava isso e você sabia.
Você merecia mais.
Passou um tempo.
As 7hrs da manhã eu vi na internet.
Você com alguém que te amava, e eu percebi o quão babaca eu fui.
Você não sabia, mas eu te amava.
Eu sinto muito por ter notado o que você quis dizer no seu perfil, eu vi seu pedido de ajuda.
Eu te encontrei e vi nos seus olhos e não fiz nada.
Você se foi, e eu não fiz nada.
Eu sinto muito.
Que Deus conforte, te receba.
Depois de muito tempo.
Eu não sei onde você está, mas acho que em algum lugar bem melhor do que ha 14 anos.
Eu te amo, pra sempre, Eric Barros Bessa.

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