segunda-feira, 26 de junho de 2017

O amor não existe.

O amor não existe.
Um amigo que se vai, um emprego que entristece, uma relação que em nada te enobrece.
O amor não se enxerga.
Nas noites mal dormidas, nas refeições mal servidas, nos carinhos não recebidos.
O amor só se irrita.
Nas crises de ansiedade, na depressão pedindo piedade, na solidão de todo dia.
O amor se espera.
Na toalha estendida, na comida bem feita, na cama arrumada.
O amor é paciente.
Na espera do jantar, no olhar que não notou a cama, a comida, o bilhete, o esforço, no controle da ansiedade ao continuar uma série, naquele restaurante que a gente não quer ir sozinho.
O amor é amizade.
Nas conversas de todo dia, no dia ruim em que tudo deu errado, nos problemas da vida, no dia-a-dia.
A amizade é amor.
Na preocupação do cotidiano, no abraço que acalma, no interesse em uma conversa.
O amor é olho no olho.
No olhar de quem chorou a noite inteira, nas olheiras de quem não dormiu, na testa franzida de raiva, no desvio do olhar cheio de problemas guardados.
O amor é diálogo.
No copo de cerveja, suco, água ou refrigerante com companheirismo, nos ouvidos atentos, na fala sincera, no coração aberto, nas desculpas, nos obrigados.
O amor é inocente.
No sorriso gostoso de uma criança, num dia bem quente com banho de mangueira, num cachorro ou gato olhando com aquele olhar que faz você se sentir totalmente amado.
O amor é novo.
No bebê dando risada, no filhote miando, latindo, o que quer que seja, no início, no começo, em toda história que se tem começo.
O amor é velho.
No idoso amando seus filhos, mimando seus netos, passeando com os mesmos, cuidando todo dia de suas hortas, de suas raízes, cultivando aprendizados apreendidos em cima de erros e vivência, tendo, talvez, seu para sempre.
O amor é dor.
Em sua ausência, quando tudo perde o sentido, quando tudo é tão pesado que falta ar, quando um surto acontece e te tira do eixo, quando não se tem amigos, não se tem família, não se tem absolutamente nada e sua vida está estagnada. O seu amor não existe. Sua esperança se perdeu.
O amor é cotidiano. É leitura. É cada dia de suas férias. São suas folgas. É uma tarde de domingo sentado na mesa com as tias, com a mãe e as irmãs, falando da vida, é um abraço apertado de bisavó, é o copo de cerveja bem gelado no verão, é a brisa que vem quando você senta na beira do rio, é o sol se pondo atrás das montanhas. É eu, você e todos nós.
O amor se perde.
Nas metas esquecidas, nos sonhos abandonados, nos planos que não fazem mais sentido e você não sabe onde quer chegar, e por isso, não sabe quais caminhos seguir.
O amor é caloroso.
No contrário da frieza, no inverno, numa brisa de verão que não é nem quente e nem fria, que te acalma e te envolve em algo que te move e te encanta o tempo todo.
O amor se importa.
Na ausência da indiferença, da discussão continua por orgulho, teimosia. Na ferida causada pela falta de "desculpa". Na culpa que um sempre assume para o outro não sentir dor.

O amor não existe. Ele é construído todo dia, toda hora, sem uma definição, sem apenas uma existência. E quem o encontra... Ah, que coisa boa... Move a vida, nove o trabalho, move seus planos, move seus sonhos, aumenta suas metas, te da energia, recarrega suas baterias, te ajuda a se amar, te ajuda a se encontrar.

Sorte não. Destino é balela. Sensações é o certo.
Já acostumei a ninguém me ouvir ou entender. Tudo aqui dentro é muito complicado. O mundo anda muito complicado e eu queria, que igual na música, alguém quisesse fazer tudo por mim.




sexta-feira, 23 de setembro de 2016

ありがとう!

Hoje eu acordei pensando no ano que eu estou deixando passar, novamente, esperando o acaso(que não existe) vir até mim.

No início do ano minha avó faleceu. Mas, antes, ela me ensinou uma lição que eu nunca imaginei que um dia me ensinaria. 
Passei meus 23 anos achando que ela não sabia o que era amor, que queria a solidão ao seu lado e afastava todos ao seu redor. Uma pessoa amarga, eu pensava. 
Por esses e outros motivos, problemas de saúde dela, não a convidei para minha colação de grau. Um momento único que jamais se repetiria. 
Nas festividades de final de ano ela foi para o hospital, local de onde jamais retornou bem. A família se revezava para passar as noites no hospital com ela e eu acabei entrando nisso. 
E foi a melhor coisa que aconteceu. 
Entre dias e noites, conversas, o café que eu dava para ela pela manha, cada colherada que eu dava para ela, cada melhora que ela tinha, cada sorriso que ela dava por eu estar lá, só me faziam perceber que ela me amava. Um dia quando uma enfermeira veio me ajudar a trocar sua fralda, ela começou a dizer com o maior orgulho do mundo sobre minha formação e trabalho. Eu senti como ela se orgulhava da minha profissão que nem todos de minha família aprovavam. Que ela se orgulhava da mulher que eu estava me tornando, de minha personalidade que muitos confrontavam e que ela me amava pelo que eu era. 
Numa noite quando voltava para casa, me deu um aperto no peito e fui para o hospital. Ela já não falava, só gemia. Minha irmã tinha acabado de sair. Peguei a mão de minha avó, disse: 'está tudo bem, você não precisa sofrer mais. Todo mundo vai ficar bem. Não tem problema. Eu amo você.' Naquela madrugada ela faleceu.
Finalmente eu a tinha entendido. Eu tinha perdoado. E me perdoado pelo tempo que passou. Ela nunca veria eu me formando, mas eu sei que uma mulher com a personalidade mais forte que eu já vi como ela, tendo orgulho do que eu sou, me ensinaria finalmente como manter uma família perto, como amá-los e aceitá-los de qualquer forma. Independente de qualquer coisa.

O falecimento da minha avó doeu demais, porém fui forte para ser a âncora da família. Minha irmã precisava de mim. Minha mãe e madrinha precisavam de mim. 

Ela me deu força para deixar tudo, a comodidade de morar com meus pais, meus gatos que eu amo tanto, meus amigos, suporte para todas as ocasiões, o país que tanto amo, e vir para o lugar que eu sempre sonhei. Um lugar que desde criança eu amei sem conhecer.
Eu sentia na alma que havia algo me aguardando aqui. Minhas origens, meu coração batia mais forte. 
Larguei tudo para enfrentar sozinha 28 horas de voo, dois aviões, uma língua que eu falava apenas o básico, pessoas desconhecidas e... Solidão. 

O Japão é um lugar tranquilo, sereno e sem aquele ar do estresse nas ruas. Ou as cidades são muito iluminadas e lotadas de pessoas ou são vazias e escuras. 
Ou existem pessoas demais e poucos carros, ou carros e bicicletas, ou você apenas pensa nas linhas de trem. 
Aqui em Yamanashi eu só penso em bicicleta. As pessoas reclamam, mas eu acho lindo as montanhas, o céu no final da tarde, os idosos passeando de bicicleta, e as crianças sempre risonhas. Também nem tudo é lindo. Existe o cansaço e estresse do trabalho, o desgaste das horas extras e noites mal dormidas.
Mas eu sei, dentro do meu coração que meu lugar não é nessa cidade. Aqui é solitário e muito difícil de manter amizades. Todos pensam sempre em ir embora ou se mudar... Nunca com você, sempre falam de planos sozinhos, e não é assim que eu aprendi a viver. 
Confundem meu amor com dependência. Confundem meu carinho com solidão. Existem dias que ninguém aqui parece querer ter alguém por perto. 

Eu sou feita de amor. Meus pais já diziam, como eu posso então não amar? 

Eu ainda vou achar meu lugar.
Eu ainda vou realizar meus sonhos. 
E me encontrar. 

Obrigada Vó, por tudo que você me ensinou e me deu antes de ir embora. Onde quer que esteja, eu só espero que esteja em paz.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Inícios, um resumo.

(Inícios: todo final tem seu começo, então, como o ano para mim praticamente está acabado, em algum momento, espero, chegará meu início)

Trilha sonora: https://www.youtube.com/watch?v=-3b6hDCIeDk

Então, monografia entregue (Fiz meu trabalho sobre algo que me encanta, que eu amo e que fiz diferente nessa pequena trajetória que percorri até agora). 
Apresentei.
Nota máxima, com méritos.
Diploma na mão. 



Vamos lá.

Não senti o orgulho que eu esperei sentir durante meus 4 anos na graduação. Sem planos depois da colação de grau (e previa ter). 
No dia do meu aniversário, recebi a notícia de que não seria efetivada. 
Enviei diversos currículos. Nenhuma resposta sequer durante todos esses meses.
Vi pessoas que nunca estenderam a mão pra mim na faculdade (e que desprezavam as conquistas dos outros) e na vida se dando bem em todos os aspectos. Fiquei feliz por elas.
Eu não desisti.

Meus professores disseram coisas que nunca imaginava. 
Eles acreditaram em mim, coisa que eu nunca consegui. 
Passei 23 anos acreditando nas pessoas e erguendo os outros ao meu redor, mas nunca olhei pra mim com gosto. 
Então, finalmente me amei. Eu tinha meus troféus.


Com contas para pagar e a vida adulta pesando, levantei a cabeça e fui trabalhar no restaurante da família. 
Fiz palhaçadas e trouxe alegria pra um ambiente que não tinha isso mais. 
Dei amor pra minha madrinha como daria pra uma mãe, como uma filha que ela, infelizmente, nunca teve.
Existem coisas na vida que a gente não entende, e se a gente explicar para alguém, ninguém entende. Mas se a gente sentir, e sentir que mudou, da uma coisa boa dentro da gente.

No ano de 2015 a pessoa que eu chamava de irmão e irmã, melhores amigos, minha base, disseram que eu não era nada, me provaram isso. 
Foi difícil. 
Eu não perdi amigos, eu percebi que nunca tive amigos de verdade que eu valorizava muito mais do que eu era valorizada e então, aprendi a valorizar mais as pessoas que sempre estavam lá, que eu podia contar nos dedos de uma mão e sobrava, mas eram reais.


Compartilhar não é se doar sozinho. 
Compartilhar não é dividir. 
Compartilhar não é completar. 
Compartilhar é estar presente, é rir, é ser singular e estar junto.



Tudo vai ficar bem, eu sei que vai.


Vida, me dê novidades. 
Aguardo coisas muito boas (e um emprego melhor, ficar melhor no boxe, amor, viagens e que minha carta saia logo).

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Coração não é tão simples quanto pensa.

Quando ouvi pela primeira vez A Banda Mais Bonita da Cidade achei as letras fantásticas. 
Faziam sentido porque eu conseguia compreender o sentimento que elas passavam.

Quando ouvi 5 a Seco pela primeira vez achei que as letras eram perfeitas para cada momento, sejam eles bons ou ruins.

Eles não são minha banda favorita, mas desde minha adolescência me acompanhavam nas tardes com meus amigos, nos intervalos na escola, nos dias ruins e em tudo que eu descobria na vida. 
Natiruts me traz paz, na alma.
Nesses 8 meses o que mais ouvi foi Natiruts, Rebelution e todos Indie que o Spotify me permitia. 
Naquela noite, o som da televisão era o acústico Natiruts. Fiquei feliz por isso.

Nesses meses continuei conhecendo pessoas, procurando carinho em abraços que, eu sabia, não seriam duradouros.
Tive momentos únicos com pessoas verdadeiras.
Aprendi que a sinceridade só precisa ser sentida, ela não precisa vir com uma garantia da eternidade.

Esse ano comecei cansada de relacionamentos devastadores.

Refletindo, percebi que todas as pessoas que passaram na minha vida, por mais que tivesse dor nos rompimentos, a outra pessoa ficava bem depois.
Sua vida melhorava. 
Eles sempre ficavam felizes, melhores, mudados. 
Será que eu causava algo de tão bom pra isso sempre acontecer depois de mim?

Encontrava acolhimento nas músicas. Nas batidas. Num copo de cerveja.

Meu coração é uma galáxia entre se encante, mergulhe, se perca. 
Até quando vai ser invisível?


Trilha sonora: "When we come down, we'll be dreaming safe and sound." https://www.youtube.com/watch?v=7WTcc3XuLEM

Existem pessoas que precisam de mim ainda, que tem amor por mim, mas não do jeito que eu quero, que eu preciso.
Talvez eu não saiba exatamente o que eu precise.


Sabia? 
Ontem eu fui no Starbucks da Haddock lobo.
Fiquei olhando a rua a noite.
Lembrei de quando fui cheia de esperança, tocando Natiruts com meu fone de ouvido e você foi embora.
Não voltou mais e não me deixou mais ver seu sorriso.
Mas o engraçado (e é engraçado mesmo) é que só lembro da sua risada e então, eu dou risada.
Ainda queria entender porque você quis ir embora. 
Mas não crio mais ilusões assim. 
Não sofro tanto tempo por expectativas, por amores impossíveis que não querem acontecer (ou não quiseram). 
Sofro e já sofri por amores possíveis que não quiseram acontecer. 
Por quem não quis ficar e podia. E caralho, como eu queria que você ficasse.
Acho que você deve estar com alguém bem legal, bonita, com um sorriso bonito, quem sabe. 
Deve sim. 
Acolhendo sua carência nos braços de qualquer sorriso bonito e risada que aparece. 
Fique feliz, espero que cuidem de você e te amem com todo amor que possa existir. 
Nunca vou entender porque fui bloqueada de tudo, inclusive da sua vida.
A propósito, eu ainda gosto de você, e é real.
Mas esse texto não é apenas sobre você, não se preocupa. 
Quando encarei há 9 meses atrás, não vou mentir, envolveu sofrimento.
Mas eu fiquei em paz porque onde quer que eu fosse, agora seguindo, eu sabia exatamente o que aquele sentimento significava dentro de mim.
Você é covarde demais para encarar o que está dentro de você e olhar pra mim.
Coração não é tão simples quanto pensa, nele cabe o que não cabe na despensa. Cabe o meu amor. 
Me pergunto se no seu um dia coube nós dois.


Vou te dizer um pouco sobre o amor. Vou dizer pra todo mundo. 
O amor é forte e também parece fraco, ele não tem explicação. O amor é brega, é imaturo e também maduro. O amor da medo, é criança, adolescente, adulto e idoso. O amor compete com a paixão toda vez, mas a paixão passa, sempre passa. 
O amor é parceiro da amizade, ele ri, faz palhaçada, fala palavrão, e principalmente compartilha. Ele encara. O amor não prende numa gaiola, também não deixa ele numa gaiola com a porta aberta, o amor deixa a gente sem gaiola. 
O amor bebe cerveja e também come batata-frita, comida japonesa e gosta de ficar nu. Tem amor que gosta de academia, mas o amor gosta de viagem. 
O amor gosta de sonhar, o amor gosta de insistir. O amor é rei e gosta de música. O amor gosta de falar de tudo mesmo. 
O amor gosta de putaria. 
O amor tem problemas, tem diferenças, tem discussões, tem cansaço, tem monotonia, tem defeitos e imperfeição. O amor também tem impaciência e idiotice.
O amor tem gestos. O amor não vem só entre duas pessoas. O amor vem do mar, dos amigos, da família, dos acontecimentos, dos dias bons e das conquistas. 
O amor vem quando nosso cachorro ou gato fica do nosso lado quando algo não está bem. 
O amor vem quando a gente deita na grama e olha pra o céu.
O amor vem de noite. O amor vem de tarde e também de manhã. No nascer do sol e quando ele se põe.
O amor tem tatuagem.
Mas o amor tem paciência, tem perfeição nas coisas simples, tem manual anti-monotonia, tem resolução, combinado, tem momentos bons, risadas, ficar perdido com o waze. 
O amor não tem descrição exata, não. E nem fofura absurda.


Todo mundo quer amor. Todo mundo precisa de amor. E isso, é o mais absoluto fato.

"Você me encantou demais.
Mostrou seu coração do que ele é capaz.
Por isso eu quero te dizer, que a flor dessa canção sempre será você.
Seu beijo despertou paixão.
Desculpe se me apressei, pois nada foi em vão.
O que eu desejo a você é que os deuses do amor estejam a te proteger, e que o verão no seu sorriso nunca acabe e aquele medo de viver um dia se torne um grande amor..." 
(Natiruts - Você me encantou demais)

sábado, 21 de março de 2015

Eu gosto de você.

E chegou mais um ano. 
Finalmente 2015, ano que eu serei uma Pedagoga formada, com diploma na mão. Ano que eu terei de tomar as decisões do rumo da minha vida ou deixar o vento me levar. Ano que eu queria encontrar meu grande e verdadeiro amor. Ano que eu prometi ser muito melhor que o anterior e que por algum motivo, ano que eu comecei me apaixonando. 



Depois de uma sequencia de relacionamentos devastadores, porém com bons momentos, que me trouxeram muito aprendizado, decidi enfim me cuidar e aprender a me amar. Afinal, como você ama alguém se você não ama a si mesmo? 

Decidi viver minha própria vida, me esforçar pela Mariana. Conheci muitas pessoas. Descobri que muitos homens podem me desejar se eu quiser. Descobri que eu sou uma grande mulher e sempre serei diferente. E não me importa quantas mulheres disserem isso, o importante é sentir, se sentir diferente, na alma, nos ossos. 

E no meio de tanta gente eu o conheci. Ele não era romântico. Ele não era carinhoso. Ele não falava de amor para mim. Nos conhecemos sem nos vermos, falávamos de interesses do corpo e de quando lábios se juntam. Ele não era o homem que eu esperava, aliás, descobri que ele era um menino que impôs responsabilidades de homem em suas costas pelas adversidades da vida em sua família. Alguém que tinha mágoas e medo de amar, porém tinha amor. Na verdade ele era aquele cara que me mandava mensagens depois que passava no bar, aquele que me mandou uma declaração de amor por um áudio no whattsapp (bêbado), em alguma balada ou bar, depois de uma briga que tivemos boba. 
Ele não tinha nada que eu costumava procurar, mas por algum motivo, eu comecei a gostar do seu jeito, das madrugadas que passávamos rindo no celular, da ansiedade que eu tinha para conhece-lo pessoalmente. E o que era interesse, se transformou em algo muito maior. 
Mas, algo aconteceu, ele se afastou. Eu esperei. Mas eu já tinha entregue meu coração. 
Mal sabe ele, ele nunca vai saber, de todos os caras que eu não quis por ele, da minha vontade de mudar minha escolha do momento, não por ele, por mim. 

Eu gostava até de suas frases sem pontuação, maiúsculas e correção ortográfica.

Eu me apaixonei por um estranho, sem mais ou menos. 
Eu conheci um estranho e decidi dormir e acordar com ele no mesmo dia que o conheci. Eu deixei meu coração e minha razão abertas para um estranho em apenas um final de semana. E eu não entendo por quê atitude tão espontânea, tão estranha. Mas eu só segui o que queria. 
E o sorriso dele... Era algo absurdamente encantador, me dava vontade de abraçá-lo, beijá-lo e esquecer do amanhã no seu quarto. 
Não me importa se as coisas foram tortas e não retas. 
Não me importa que nos vemos 3 vezes e nos falamos por menos de 4 meses. 

Por algum motivo, eu me apaixonei pela pessoa mais diferente que eu já tive na minha vida. E me deu vontade de ficar e de que você quisesse ficar e não fosse mais embora. Me deu vontade de participar dos seus almoços de domingo. De saber seus sonhos, suas mágoas e de mostrar que eu podia muito mais do que eu já dei. 

Eu lembro de você sempre quando passo na Haddock Lobo. Ou quando ouço 5 a Seco. 

Não entendo a vida. As pessoas. A felicidade. 

Me desculpe as mensagens que ainda chegam vez ou outra, esqueci de fingir que estou nem aí. Eu tento te esquecer, mas eu só aceito e vivo. 

E a vida segue. Pessoas que eu nunca imaginei voltaram e eu não os quis. Conheço pessoas e me sinto vazia. Mas eu sigo.

Espero que um dia você ache meu blog e isso chegue à você. 
Eu ainda gosto de você.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

O presente é viver?

Quando somos crianças, queremos ser adultos.
Quando somos adultos, queremos ser crianças.

Eu olho dentro de mim e não me compreendo. Depois, olho minha vida e não me contento.
Ando divagando com pensamentos vazios e compartilhando tristeza com ninguém.

Queria que as dores passassem após um carinho de mãe, um beijo na bochecha ou um colo, como quando eu era criança.
Queria que a saudade acabasse quando eu sentisse que vou voltar para casa e tudo vai ficar bem, como quando eu era criança.
Queria que as promessas fossem inabaláveis e inesquecíveis como quando éramos criança.
Queria que o amor fosse o suficiente, como quando eu era criança.
Queria que o choro fosse apenas por uma briga com um amigo, uma briga por brinquedo, um ralado no cotovelo, como quando eu era criança.
Queria que as pessoas sonhassem todo dia e divagassem sobre coisas inimagináveis e belas, como faço até hoje.
Queria acreditar que o futuro é lindo e o presente te faz feliz, como quando era criança.
Queria ser feliz com tudo que tenho, como eu era quando eu era criança.
Queria que me entendessem com abraços, como quando eu era criança.
Muito mais que queria, precisava.
Queria que meu coração fosse partido porque fiquei de castigo e não porque alguém que você ama prefere te amar de longe.

Ter um emprego bom e receber um bom salário não significa que sua vida é feliz.
Ter um futuro diploma de uma faculdade renomada não significa que você está feliz.
Ter reconhecimento profissional e pessoal não significa que você tem o que precisa.
Ter um relacionamento feliz não significa que ele será eterno e nem garante que a pessoa que você ama não queira desistir.
Ter pouca idade não significa que você é saudável, disposto e cheio de saúde. Muito menos que você não pode morrer amanha. Você pode.

Quando ficamos adultos conhecemos a desilusão. Um sentimento criado erroneamente por alguém que, sinceramente, esqueceu que sonhar é viver e o amor é a base da vida.

Eu sempre tive tudo que eu quis. Persisti e conquistei. Com muita dificuldade e as vezes sofrendo. Sempre me levantei das piores fases que a vida me trouxe até hoje e tão cedo. Porém... Acho que são raras as vezes que tive o que precisei em minha vida. Na verdade só tenho certeza que tive o que precisei umas 2 vezes: o Koji e talvez o E.
Já se sentiu como se você tivesse tudo que quisesse, um emprego bom, uma faculdade boa, força para superar fases caóticas, persistência, certa independência, um bom convênio... Mas não tivesse nada que precisasse, como se faltasse algo e isso te fizesse repensar sua vida, escolhas e te deixasse vazia?

Eu devia ter trabalhado menos, estudado menos, visto mais meus amigos em vez de trabalhar, estudar e assumir responsabilidades. Devia ter bebido menos, ter aprendido a cuidar de mim, ter sido alguém que faz as pessoas não quererem ir embora. Devia ter brigado menos, ter dado um abraço e ter ido dormir em vez de não dar o braço a torcer. Devia ter viajado mais, ter feito o que eu queria e o que me fazia feliz. Eu devia ter abraçado muito mais o Vô Hermínio e o Vô Antônio, eu realmente sempre quis vocês perto da minha vida...
Eu devia ter me cobrado menos e não devia ter aberto tanto meu coração.

Eu queria viajar, mas pelos motivos errados. Tenho medos e não posso contar.
Tenho segredos e não quero revelar.
Eu amo alguém e não tenho medo de demonstrar, mesmo que você não queira estar ao meu lado.

Temos que tratar, demonstrar, falar das coisas e pessoas não pelo que elas importam, mas sim pelo que elas significam para nós, assim, a morte, ou seja, o esquecimento, deixa de ser algo inevitável pois estará para sempre em nossos corações.

E se você quiser, um breve dia futuro, tem uma caixa enorme guardada no meu coração com seu nome. O mal do amor é a esperança e o bem do amor é a esperança também.
Agora não, mas independente do que aconteça, espero que tenha a ver com seu sorriso e o meu.





domingo, 20 de abril de 2014

Apprivoise-moi.

"E eu esperarei por você." Foi o que você disse.

Cativar significa criar laços e criar laços significa cuidar, se importar, amar.

Eu não cuidei de você. Eu não abri meu coração para você. Eu te fiz chorar. Eu não segurei sua mão. Eu sujei seus sonhos e destruí suas memórias que ainda nem existiam.

Você cuidou de mim quando eu menos esperava. Você me envolveu nos seus braços quando eu mais precisei e foi quando eu mais sentia raiva do mundo.

Você me amou mesmo com meu medo. Com meu desprezo.
Você me enxergou sem o mínimo esforço.
Você enxergou em mim o meu melhor. E me quis, do jeito que eu sou.
Você me mostrou que a vida é bonita, que as palavras são doces se a gente quiser.
Você me fez amar de verdade.
Você mostrou que a vida é leve, é simples.
E toda vez que eu te joguei uma pedra, você veio para mim com um sorriso e uma flor.
E toda vez que eu te feri, você me amou.
Você fez por mim o que eu fiz por alguém um dia e não foi recíproco.

E hoje eu te amo de todo meu coração e alma. De lá de dentro, bem no fundo, onde ninguém mais chegou.


Você me ensinou a ser feliz novamente. E a felicidade com você brilhava.

Você me enaltecia, me transbordava.

As rotinas se tornavam um manual anti-monotonia. Todos os dias eram pra sonhar. Ao acordar eu sempre sorria. Eu nunca me sentia vazia. Você sempre estava do meu lado. Você sempre me iluminava. Você sempre me achava não importa o quanto eu estivesse perdida. Eu te quero para o resto da minha vida.


O que eu fiz?

Por que eu fiz?
Eu nunca quis te causar mal.
Eu nunca quis te magoar.
Eu estava cega. Desiludida. Desacreditada. Vazia.
Eu fui tola.
Errei.
Fiz.
Feri.
Eu posso, um dia, mostrar que eu mudei?

Eu o amo como a felicidade invisível das pessoas ao abraçarem quem amam, ao correrem por campos de flores, como uma risada inesperada, como um dia na praia, como seus olhos sob a luz da lua na beira da praia a noite, eu o amo como se pudesse passar o resto da vida com você. Como se mesmo se todas as estrelas do céu se apagassem eu ainda sim enxergaria um brilho no céu, como se o mundo inteiro decidisse amar ao mesmo tempo, como se as guerras tivessem fim, os recomeços fossem doces, os finais fossem todos felizes, a chuva fosse de chá verde, os dias ruins tivessem uma boa noite. Como se o mundo fosse feito para todos nós. Eu o amo como se eu soubesse que tudo iria dar certo, como se eu tivesse certeza que você fosse minha escolha. Mas você é, minha melhor escolha.


Hoje eu sinto raiva de mim mesma. Hoje eu tento me perdoar. Hoje eu tento controlar todos os sentimentos ruins que eu mesma causei.


Você despertou meu melhor.

Você me reergueu.
Você merece ser feliz. Escandalosamente feliz.

O essencial é invisível para os olhos. Só se vê bem com o coração.

O amor é a única coisa que cresce a medida que se reparte.
"E eu compreendi que não podia suportar a ideia de nunca mais escutar esse riso. Ele era para mim como uma fonte no deserto..."

Espero que um dia nós possamos dividir a vida novamente. A vida sempre foi boa com você. Você me ensinou coisas que eu não consigo dizer em palavras. Espero que um dia você possa me perdoar. Espero que você não queira deixar de me amar. E em segredo, não me esqueça. Espero que um dia seja o momento certo para nós dois ficarmos juntos de novo, que eu possa fazer parte das suas escolhas, porque você faz parte das minhas.

E eu aprendi, enfim, o que é amar. Obrigada. 
Eu te amo, de todo meu coração.